Assim que cheguei ao pensionato, onde morei por quase um ano, o que mais ouvi foram histórias de barracos que haviam acontecido por lá.
O que eu não poderia imaginar era que eu mesma seria a protagonista de um deles mais tarde.
Tudo começou numa bela manhã, quando eu estava fazendo um trabalho da Faculdade.
Resolvi fazer o tal trabalho na sala de estudos de lá (que era uma das áreas comuns, bem como a lavanderia) para não atrapalhar as meninas que dividiam o mini-apartamento comigo (o pensionato onde morei era dividido em apartamentos, no fundo da casa da gestora do local, cada um deles tinha dois quartos, um banheiro, uma sala e uma cozinha).
Até aí, tudo bem. Até que... de repente, no auge da minha concentração, eu escuto...
"Erqueeei as mãããos e dai glória a Deeeeus..." bem alto...
Pensei: "Que porra é essa?!!?" haha
Fui investigar, já que estava me atrapalhando.
Quando cheguei na lavanderia, havia uma pessoa de cabeloscordefogo, que morava lá também, lavando milhares de roupas.
O problema é que o rádio de onde estava vindo a tal música estava no apartamento dela (situado no primeiro andar do local) e todas nós que estávamos lá naquela hora não tivemos outra escolha a não ser escutar o louvor do Padre Marcelo Rossi (nada contra os padres-cantores, peloamordeDeus!).
Mas eu não fiquei quieta. Eu precisava mesmo estudar!
Foi quando desci e pedi, EDUCADAMENTE, para que ela abaixasse o volume do rádio, já que eu estava estudando enquanto ela lavava roupas.
E, claro, ela nada fez, falou que iria diminuir o volume, mas nada aconteceu.
Fui lá novamente. E nada.
Foi quando eu resolvi ir falar com a gestora do local (essa era a minha última saída, já que a gente sempre tentou resolver nossos problemas entre a gente antes de envolvê-la).
Gente, praquê?! Quando me viu descendo, a loucadecabeloscordefogo foi atrás igual a uma doida!
E, no meio do caminho, me encontrou indo em direção à lavanderia acompanhada da distinta senhora que administrava o local.
Aí, vocês podem imaginar, né?!
Tudo bem, tudo bem... eu conto!
A louca começou a gritar com a senhora (eu disse que era louca! rs), me chamou disso e daquilo, como se ela tivesse alguma razão!
E eu, muito educada que sou, fiquei quietinha. Até porque, se eu estava certa, não havia motivos para gritar, né?!
Conclusão:
O rádio foi desligado.
Eu consegui terminar o meu trabalho.
E, um tempinho depois disso, a loucadecabeloscordefogo saiu do pensionato (ela estava usando a lavanderia de lá para lavar roupas de outras pessoas e cobrava por isso).
E essa história é lembrada com muitos risos por todas nós até hoje!
Lotto Techniques Performed From A Group
Há 4 dias